Às vezes falamos: “Queria esganar fulano só um pouquinho”.
Lembro que o caso da menina Isabella mexeu muito comigo. Quando o caso Nardoni aconteceu, eu me perguntei se seria capaz de tal ato. Na época eu fazia terapia e a psicóloga me explicou que pessoas normais, em alguns momentos, têm vontade de bater e até matar, mas uma vez bem ajustados psicologicamente temos uma força dentro de nós que nos impede de fazer isso.
Acompanhei o processo e o julgamento e tive a certeza de que Alexandre e Anna Carolina são pessoas doentes não só pelo ato de matar a menina, mas pelo cinismo de negar até o fim fatos que estavam mais que provados, colocar em dúvida a capacidade de profissionais sérios e até o final massacrar a mãe da menina.Li o veredicto e fiquei feliz do casal ser culpado pela morte de Isabella, por manipulação de provas e principalmente pelo sofrimento causado a família da menina. Quatro anos atrás sofri de estresse pós-traumático e não desejo isso para ninguém. O mundo perde o brilho, nada mais faz sentido e o que mais precisamos e de estar perto de pessoas amigas. Isolamento? Pode ser mortal.
Essa semana estive nas mãos alguns textos sobre ética e um deles dizia “conhecer o que é correto não implica a tendência para nos motivar a fazer o que é correto”. Pensei como queremos uma sociedade mais justa se insistimos em atitudes “não corretas”.
Li o livro “ Mentes perigosas” e a Dra. Ana Beatriz nos mostra que psicopata não é somente aquele mata criançinhas. É aquele que prejudica os outros sem nenhum remorso. É aquele que mata não só fisicamente, mas psicologicamente sem nenhum escrúpulo.São aqueles que manipulam a verdade as vezes de forma artística.Alguns exemplos são os mentirosos, estelionatários e pessoas que traem seus entes queridos. Uma frase comum dos psicopatas é: “você ta ficando louco(a)!” quando na verdade quem são os loucos são eles.
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