Em tempos de assaltos costumava embrulhar dinheiro em um guardanapo e guardá-lo na calçinha. Um dia em uma visita a um cliente em Petrópolis fui ao banheiro e esqueci o meu “embrulhinho” com 200 reais dentro do banheiro. Só fui perceber o esquecimento quando já estava em casa no Rio. Senti meu coração doer de verdade. Mas como a esperança é a última que morre liguei para o cliente e foi grande a minha surpresa quando me identifiquei e a recepcionista falou: “fique tranqüila, está aqui.” Ela tinha me visto sair do banheiro e entrou logo depois encontrando o embrulho. Como se não bastasse isso ela depositou o dinheiro na minha conta. Legal, né?
Mas esse sábado uma situação mais incrível aconteceu. Fomos almoçar no shopping de táxi. Na hora que o Léo foi pegar a carteira descobriu que esta tinha caído no táxi. Pegamos o táxi na rua e não tínhamos a placa. Aí a minha mãe começou a rezar, pedir para tudo que é santo para a carteira aparecer. Ela disse que não era hora de desespero e sim de ter fé que a carteira ia aparecer. Tivemos a idéia de voltar ao lugar que descemos do táxi com a esperança dela ter caído no caminho e ninguém ter pegado. Qual foi a nossa surpresa quando vimos o nosso táxi parado. O motorista disse que viu a carteira e procurou algum telefone para nos ligar e como não tinha ficou nos esperando voltar para entregar a carteira. Fico feliz em saber que ainda existe gente honesta.

